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© as Aventuras dos Salvatóre

um arqueólogo casado com uma ficcionista, e uma mãe para os chamar à razão.

© as Aventuras dos Salvatóre

um arqueólogo casado com uma ficcionista, e uma mãe para os chamar à razão.

Qui | 01.07.21

© Moscovo, URSS #7

(capítulos semanais às 5ªfeiras)

Sergey Kandinsky

(continuação #6)

Rita e Luca deixaram os pombinhos na cozinha a preparar iguarias um para o outro e optaram por dormir no ginásio. a jovem estava inquieta. o marido perguntou-lhe o que se passava e ela sussurrou: e se ele não é quem nós pensamos? pára já aí! exclamou Luca. tu não podes ter convulsões com o teu corpo a recuperar da hemorragia. disse, abraçando-a. dá-me um sedativo, pediu a jovem. ela sabia preparar mas espetar a agulha era outra história. Luca não sabia preparar, mas tinha mãos mágicas quanto a injectar o sedativo. tinha pavor que Rita tivesse uma overdose, por isso dava o sedativo muito devagarinho e, quando o seu amor adormecia, parava a injecção e deitava fora o excedente. a esposa sabia que ele o fazia e já lhe explicara que assim só dormia duas a três horas, mas não havia volta a dar-lhe. carinhosamente, o marido colocou-lhe o corpo adormecido em posição fetal e abraçou-a com um braço pela cintura, aconchegando-a junto a ele. ela estava calma, só meio a dormir, mas quando Luca adormeceu profundamente ela sentiu-o e adormeceu com ele. sonhou com os pais, que a vieram sossegar quanto a Sergey. as saudades fizeram-na chorar, sem acordar. quando despertaram na manhã seguinte tinha os olhos inchados e o jovem esposo perguntou porque estava a chorar. ela contou-lhe o sonho e a saudade. ele desafiou-a para uma corrida para espantar a tristeza. Rita fez um esforço monumental para ir correr nesse dia, pois sabia o quanto lhe levantaria a moral. Luca puxou por ela, correram até um parque público a hora e meia de distância de casa e aproveitaram o sol da manhã para uma luta corpo a corpo. a jovem já ria. sentaram-se na relva de mãos dadas e felizes por Ulisses e Nicole estarem a salvo. tinham saído de casa tão sorrateiros que nem sabiam como estaria a cozinha. quando regressaram, com o jornal habitual da Madre e o único que encontraram em russo para Sergey, estava tudo imaculado e o frigorífico estava repleto de iguarias. prepararam um brunch e sentaram-se no jardim coberto a comer.

(continua)